10 dicas para aprender um novo idioma

Diante do cenário atual, aproveitei o tempo em casa para praticar o estudo de línguas e, em um dos grupos que participo no Facebook, uma pessoa publicou uma questão muito interessante e que talvez faça parte do pensamento da maioria dos novos estudantes de um idioma:


Como e por onde começar?


Eu sempre digo que não me vejo fazendo um curso pago para aprender uma nova língua. Eu sou muito curiosa, gosto de pesquisar e estudar por conta própria, além de buscar fazer amigos nativos dos idiomas que aprendo, mas sei também que o aprendizado funciona de forma distinta para cada um, por isso, neste post reunirei as principais dicas, de acordo com a minha experiência até aqui.

A princípio, devo dizer que a conversação é muito importante e não devemos sentir vergonha quando ainda não somos fluentes. Algumas pessoas tendem a não praticar por medo de pronunciar algumas palavras incorretamente, mas todo novo processo possui uma curva de aprendizado, logo, cometer erros é normal e necessário.


1. Conversação e mais conversação

Assim como eu disse ali em cima, se existe um "segredo" ou "truque" para aprender um novo idioma, é isso: horas e horas de conversas constrangedoras e árduas com pessoas melhores do que você no idioma que você está aprendendo. Uma hora de conversa (com correções e um dicionário para referência) equivale a cinco horas na sala de aula e 10 horas com um curso de idiomas sozinho.

A linguagem é algo que precisa ser processada e exercitada, não apenas memorizada. Obviamente não sou especialista nesse quesito, mas digo que observar e memorizar uma palavra em um livro ou com aplicativos não tem o mesmo efeito em relação a ser "forçado" a usar uma palavra em uma conversa duas ou três vezes. Quando você conversa com alguém fluente ou nativo no idioma, você adquire motivação porque tem a oportunidade de praticar, fugindo apenas da teoria. Embora você possa usar a mesma palavra 20 vezes com apps ou flashcards, mesmo que acerte a pronúncia e a escrita, não praticou implementá-la, em consequência, é menos provável que em uma conversa você se recorde desta mesma palavra.


2. A intensidade do estudo supera a duração

Estudar um idioma quatro horas por dia, durante duas semanas, pode trazer mais benefícios para você do que estudar uma hora por dia durante dois meses. Esta é uma das razões pelas quais tantas pessoas fazem aulas de idiomas na escola e nunca se lembram de nada. Na escola, as aulas de idioma ocupam apenas 3-4 horas por semana e geralmente possuem um gap de vários dias entre elas.

É melhor atribuir um momento específico da sua vida, mesmo que seja apenas uma ou duas semanas, e realmente estudar, do que fazer de um jeito meia-boca ao longo de meses ou anos.


3. Programas de TV, filmes, jornais e revistas são uma boa suplementação.

Estes conteúdos não devem ser confundidos ou substituídos por práticas legítimas, mas podem (e devem) ser utilizados sempre que possível.


4. Comece do básico!

Comece com as 100 palavras mais comuns do idioma e lembre-se que nem todo vocabulário é igual. Utilize as palavras básicas e depois faça frases com elas repetidamente. Foque em aprender primeiro apenas o suficiente da gramática para poder fazer isso até que se sinta confortável para fazer o mesmo com todas as outras palavras.

Estudos demonstram que as 100 palavras mais comuns em qualquer idioma representam 50% de toda a comunicação falada; As 1.000 palavras mais comuns representam 80% e; as 3.000 palavras mais comuns representam 99% da comunicação. Provavelmente só conheço de 500 a 1.000 palavras em italiano e, na maioria das conversas, nunca preciso parar e procurar uma palavra no meu telefone.

A gramática básica deve fazer você falar frases fundamentais em questão de dias.


5. Carregue um dicionário.


Atualmente existem diversos formatos de livros, você pode ser da turma que prefere os dicionários impressos ou daqueles que não abrem mão do PDF.

A questão é, independente do tipo de dicionário, é importante ter um guia. Com a nossa mania de imediatismo, nos acostumamos a utilizar o tradutor online, mas não adianta apenas fazer isso quando alguma dúvida surgir.

É ótimo ter um dicionário no momento das conversas telefônicas, porque leva dois segundos para procurar algo e, como você estará usando ele na conversa, é muito mais provável que você se lembre disso mais tarde. Lembro uma vez, durante a copa de 2014 aqui no Brasil quando eu conheci um Britânico, eu ainda tinha dificuldade com algumas palavras em inglês e, durante a conversa, eu pesquisava o que não sabia pronunciar.

Isso pode parecer algo simples, mas você verá o quanto pode afetar seus diálogos e a sua capacidade de interação.

6. Pratique mentalmente.

O outro uso para o seu dicionário é que você pode praticar mesmo sem a participação de outra pessoa. Sabe aqueles monólogos internos que fazemos ao longo do dia? Geralmente eles ocorrem em nossa língua nativa, portanto, a partir de hoje, desafie-se a pensar neles usando o seu novo idioma. Você também pode imaginar e praticar uma conversa sobre um tópico específico. Por exemplo, se você precisar realizar uma apresentação, você pode começar a pensar em como descreveria seu trabalho e possíveis perguntas do(s) interlocutor(es), inevitavelmente, caso essas perguntas surjam, você estará pronto para respondê-las.

7. Errar é necessário e aceitável.

Não nascemos falando sequer o nosso idioma, quem dirá uma língua completamente diferente daquela com a qual temos contato constante? Você vai errar. Aceite isso e divirta-se com a experiência.

8. Descubra os padrões de pronúncia.

Muitos idiomas são baseados em latim e esses possuem padrões de pronúncia semelhantes baseados em palavras latinas. Por exemplo, uma palavra que termina com "tion" em inglês, quase sempre terminará em "ción" em espanhol e "ção" em português.

Os falantes de inglês são notórios por simplesmente adicionar "o" "e" ou "a" ao final das palavras em inglês para dizer palavras em espanhol que não sabem, mas, estereótipos à parte, é surpreendente a frequência com que isso está correto: "Destiny" é "destino", "motive" é "motivo", "part" é "parte" e assim sucessivamente.


9. Abuse materiais de áudio Eu sou a louca do podcast, sério! Sempre recomendo para todos os que me procuram a respeito do aprendizado de idiomas. Habitue-se a ouvir em outro idioma a respeito de assuntos que você goste e conheça. Deste modo, você praticará a escuta e, consequentemente, poderá aprender novas pronúncias.

Alguns podcasts trazem a transcrição do áudio traduzido ou no idioma original, o que pode facilitar o seu entendimento em um primeiro contato com essa modalidade de aprendizagem.


10. Persistência


Bill Gates uma vez disse que "A persistência é amiga da conquista", portanto, independente do quão pareça difícil aprender uma nova língua, não desista. Além da vantagem competitiva na carreira, conhecer e saber falar uma língua estrangeira melhora as habilidades de memória e cognitivas, resolução de problemas, pensamento crítico, concentração aprimorada, entre tantas outras características que serão aprimoradas e adquiridas com a persistência. Sempre é possível aprender algo novo, independente de qualquer obstáculo que você imagine. Ás vezes nos sentimos desmotivados e tendemos a encontrar diversos empecilhos, uma armadilha da mente que nos prende ao status quo.

Espero que as dicas acima façam alguma diferença e me coloco a disposição de quem precisar de uma companheira para estudo!

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