Save Ralph, Cruelty free e o que você tem a ver com isso?
Se você é um@ leitor@ de
rótulos de produtos (e eu sinceramente espero que seja), então você sabe como
os rótulos de cosméticos podem ser opressivos. Existem DEZENAS de selos,
certificações e descrições sofisticadas, todos tentando te convencer a comprar
o produto e o porquê ele é maravilhoso para você, mesmo que não seja tão bom
assim para as outras criaturas que habitam o planeta.
Com a popularização da
hashtag #saveralph, um dos termos mais procurados nos ultimos dias é 'cruelty
free'. Embora a conscientização esteja ocorrendo de forma tardia, já diziam os
nossos avós que “antes tarde do que nunca”, então por que não aproveitar para
entender o que está acontecendo e o que você tem a ver com isso?
A verdade é que você não
precisa ser um ativista radical dos direitos dos animais para se sentir
incomodado com o que acontece em muitos laboratórios antes do produto chegar às
prateleiras.
Até hoje o Brasil não possui
uma lei federal que proíba os testes em animais e, somente oito estados possuem
leis específicas contra estes testes na indústria cosmética, sendo os seguintes
estados parte desta lista: São Paulo, Rio de Janeiro, Amazonas, Mato Grosso do
Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná e Pernambuco. Oito estados parece pouco em
relação a quantidade de estados que possuímos no país, mas de acordo com a HSI
(Sim, aquela que iniciou a petição global para abolir esses testes, a Human
Society International), esses estados, juntos, detém cerca de 70% da indústria
nacional de cosméticos do Brasil.
A existencia dessas leis não
impediu que algumas empresas tentassem burlá-las ou extingui-las.
Há alguns dias uma fala da
Xuxa foi tema de discussão em milhares de páginas online. A eterna rainha dos baixinhos
sugeriu que os presidiários fossem as cobaias destes testes e de outros que são
realizados. A internet, fervorosa, disse que isso seria uma crueldade sem
tamanho porque violava diversos direitos humanos. O mais irônico é que não vemos
a mesma indignação quando o foco dessa violência são os animais. Nenhuma criatura deveria
sofrer. Humanos, animais, somos todos um único ser, somos todos o mesmo
universo.
Caso você esteja se perguntando: Sim, existem alternativas eficazes para que os
testes não precisem ser realizados em animais, mas eles ainda são a alternativa
mais barata para as empresas.
Agora, se você se interessa e
gostaria de parar de contribuir para o financiamento da crueldade com os
animais, há algumas informações que você precisa estar atento:
Opte por produtos Cruelty Free E VEGANOS:
A única maneira de combater a
crueldade e o abate de animais é parando de comprar os produtos que contribuem
para o problema. O uso de maquiagem composta de subprodutos animais aumentará a
demanda, o que por sua vez levará ao abate e ao tratamento cruel de mais
animais, por isso, é importante estarmos atentos pois itens testados em
animais podem ser considerados veganos e itens cruelty free podem conter
derivados de animais em sua composição.
Quando o produto possui o
selo “Cruelty free”, significa que os ingredientes/componentes do produto final
não foram testados em animais. Refere-se ao processo de teste, não aos
ingredientes, o que significa que é possível que um produto cruelty free
contenha ingredientes não veganos (como mel, cera de abelha, lanolina,
colágeno, albumina, carmim, colesterol ou gelatina).
Quando o produto possui o
selo “Vegano”, quer dizer que ele não contém derivados ou de origem animal.
É mais difícil de encontrar
produtos com ambas descrições, mas não é impossível e, à medida que a demanda
cresce, mais empresas responderão a ela.
Por ser uma pessoa com muitas alergias, desde o princípio precisei me
familiarizar com produtos naturais, portanto a quem desejar, eu conheço algumas
marcas que atendem a este tema e ficarei feliz em indicar!
Outra sugestão é se atentar à
lista elaborada pelo PEA (Projeto Esperança Animal) que pode ser consultada
neste link:
http://www.pea.org.br/empresas.htm
Além de contribuir com o meio ambiente, os cosméticos cruelty
free e vegaos têm um impacto positivo na economia. Na maioria dos casos, as
marcas de cosméticos éticos ainda são pequenos negócios. Marcas maiores podem
tomar medidas para melhorar seus processos de teste, mas esta é a base das
marcas livres de crueldade. Apoiar as pequenas empresas ajuda a torná-las bem sucedidas.
O que, por sua vez, cria empregos e fortalece a economia.
Converse com seu
dermatologista para escolher os melhores produtos de acordo com sua pele e
necessidade e que respeitem os animais.
Todo grande caminho começa
com o primeiro passo.