Postagens

Mostrando postagens com o rótulo feminismo

O direito de sentir

O Facebook me trouxe uma lembrança esses dias que me fez parar para pensar. Eu estava no ônibus quando vi um menininho, de uns oito anos, chorando muito. A mãe dele, tadinha, na tentativa de acalmá-lo, disse que todo mundo no ônibus estava olhando e que aquilo era "feio". Na hora, meu coração ficou apertadinho. Fiquei pensando em como, desde bem pequenos, a gente acaba aprendendo que mostrar o que sente é motivo de vergonha. O choro é o jeito que a criança tem de dizer que algo dói, que está triste ou frustrada, mas a primeira reação de muitos adultos é tentar silenciar esse sentimento. Quando a gente diz para uma criança não chorar, ela pode começar a sentir que tem algo de errado com ela. E o que a gente guarda, sem resolver, acaba virando um peso lá na frente. O que eu mais desejo é que as crianças possam crescer sabendo que o que elas sentem é válido. Que elas encontrem braços abertos e ouvidos atentos, para aprenderem que é seguro compartilhar as emoções. Poder dar nome ...

Monólogo sobre a legalização do aborto

Lembro-me de ouvir um dia, enquanto ainda era criança, a seguinte frase: “Respeito a vida, que cada um cuide da sua!” Desde então eu soube que minhas opiniões e atitudes não deveriam ser utilizadas para influenciar a vida ou as decisões do outro. Se não interferem na minha vida, não são da minha conta. Aproveitando essa introdução, gostaria de lembrar que este blog não é democrático e, por isso, não há campos para comentários. Se você, em algum momento, sentir-se incomodado com o que estiver lendo, peço que, por gentileza, feche a página e siga sua navegação online normalmente. Se você concorda com o assunto que tratarei, provavelmente irá receber as informações de bom grado. Se você discorda, mas tem mente aberta para compreender diferentes pontos de vida, é bem vindo para continuar a leitura, caso contrário, novamente recomendo que feche a página e siga a sua vida. Constantemente vejo debates online sobre a legalização do aborto. Alguns argumentos são os de sempre, em outras v...

A objetificação feminina

No inicio desta semana, a objetificação do corpo feminino foi um dos temas mais buscados e comentados em todas as redes sociais. Não mencionarei os nomes dos envolvidos porque acho que, na internet, quanto mais escrevemos o nome de um sujeito, mais ibope e visibilidade essa pessoa ganha, ou seja, mais espaço para falar asneira. Sério, gente. O maior protesto que vocês podem fazer é NÃO DAR IBOPE! Falem sim a respeito para que todos tenham conhecimento do que é certo e errado, mas deixem-me explicar como funciona a internet e as redes sociais: Tudo se trata de algoritmos. Cada vez que você visita o perfil do embuste, cada vez que você o menciona ou comenta alguma postagem, mesmo que o seu comentário seja uma ofensa direcionada, você está fazendo com que aquele perfil seja considerado relevante. Para as marcas, isso é um prato cheio. Acreditem no que quiser, mas a maioria das marcas não quer saber se vocês aceitam ou não, mas elas querem ser vistas e, para cada pessoa que é contra algo...