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Política de Privacidade – App "Pra Quê?"

Última atualização: Junho de 2026 A sua privacidade é de extrema importância para nós. Esta Política de Privacidade explica como o aplicativo Pra Quê? coleta, utiliza, retém e protege as suas informações. Ao utilizar o nosso aplicativo, você concorda com as práticas descritas nesta política.   1. Informações que Coletamos O aplicativo coleta apenas as informações estritamente necessárias para o seu funcionamento e para fornecer uma experiência personalizada ao usuário. Os dados coletados incluem:     Informações Pessoais: Nome e endereço de e-mail fornecidos voluntariamente pelo usuário para a criação e gerenciamento da conta.     Dados de Saúde e Bem-Estar: Registros opcionais de atividades físicas e exercícios preenchidos manualmente pelo usuário.     Dados de Atividade e Hábitos: Informações inseridas voluntariamente pelo usuário sobre suas rotinas (como o registro de uso de redes sociais ou hábitos diários) e o monitoramento de suas emo...

O tesão passa. E tudo bem

 Algumas pessoas vivem em modo econômico. Eu nunca consegui. Gosto de viver as coisas por inteiro e me entusiasmo fácil pela vida. Por pessoas, conversas, ideias, projetos, lugares, possibilidades. Sempre fui assim. Quando algo me desperta curiosidade ou encanto, eu mergulho de cabeça. Se descubro um assunto novo, viro noites aprendendo. Se conheço alguém interessante, me permito sentir a experiência sem fingir desinteresse só para parecer emocionalmente sofisticada. Talvez a confusão aconteça nesse ponto. Existe uma tendência quase automática de transformar qualquer conexão bacana em promessa de eternidade. Nem toda troca precisa seguir o roteiro de conhecer, namorar, noivar, casar, envelhecer juntos e dividir o mesmo plano de saúde até o fim dos dias. Eu não acho que toda experiência bonita precisa virar destino. A verdade é que quem olha para uma mulher entregue a um final de semana intenso e assume que ela já está de olho no altar, ainda é refém de um roteiro muito antigo. O pa...

Energia, escolhas e o filtro interno

Eu, por força do hábito, a cada dois meses faço uma análise geral de armários e gavetas. Hoje não foi diferente e, enquanto eu organizava o que ia para o lixo e o que seria doado, me lembrei de uma conversa que ouvi esses dias. Uma moça estava contando no ônibus que jogou fora uma panela porque tinha soltado a alça e alguém que ela segue disse que “consertar objetos quebrados” atraía energia de pobreza . A moça jogou fora sem ter outra panela e agora estava improvisando para cozinhar. É estranho o poder que a gente dá para as pessoas na internet. Entendo que há estudos sérios sobre energia de pobreza, minimalismo, lei da atração... Eu mesma pratico alguns desses ensinamentos e vejo dando muito certo. Mas a gente precisa de discernimento. Se não, a gente cai em uma espécie de má-fé moderna, que é terceirizar a nossa autonomia e deixar que um estranho na tela defina o valor das nossas posses e da nossa realidade. Se bobear, a gente se torna extremamente consumista, descartando o que ...

O algoritmo não teve infância

Frequentemente, tento manter o hábito da escrita vivo. Por isso, dia desses, peguei alguns textos antigos meus. Textos escritos numa época em que o que eu sabia sobre IA se resumia ao filme Minority Report, e joguei em um desses detectores de IA. Tamanha a minha surpresa quando o software jurou que eles tinham sido gerados por uma máquina. É um choque ler isso. De repente, o meu cuidado com as palavras, o fato de eu não abrir mão de escrever da forma correta, meu jeito de organizar o pensamento, a estrutura e todo o resto que são resultados de uma meticulosidade irritante, viraram padrões matemáticos para um programa de computador. É como se, por eu me expressar com clareza, eu tivesse perdido o direito de ser reconhecida como humana. Acho que é um aborrecimento bem comum para quem está acostumado a ler e escrever, mas esse erro dos detectores me fez perceber que a tecnologia pode até imitar o jeito humano de escrever, mas ela não tem a minha história. O algoritmo não teve infância...

Já sentiu que a vida está no "automático"?

Sabe aqueles dias em que você abre um aplicativo sem nem perceber? Ou responde uma mensagem sem muita vontade, compra algo que não precisava e, quando se dá conta... já foi?! A gente se cobra tanto por tudo, e eu demorei para entender que isso não é falta de foco ou preguiça, como a sociedade às vezes insiste em rotular. Aposto que você também percebe que o mundo hoje exige que a gente sinta rápido demais (ou nem sinta), decida rápido e responda mais rápido ainda. No meio dessa correria, quase não sobra espaço para a gente simplesmente olhar para dentro. Eu sempre fui aquela pessoa que, quando um amigo me conta algo, logo pergunta: "Mas você consegue entender o porquê está fazendo isso?" ou "Qual resultado você espera depois?" . Eu gosto de incentivar esse pensamento nos outros, mas a verdade é que, às vezes, eu mesma preciso dessas reflexões. Eu também me pego no automático, me perguntando se o que eu fiz foi vontade de verdade ou só impulso. Nem sempre tenho uma...

O domingo na Paulista e o que nos falta como sociedade

No último domingo, dia 25, acabei na Avenida Paulista por puro acaso. Tinha um compromisso e nenhuma ideia de que haveria uma manifestação. De repente, me vi engolida por aquela multidão e, confesso, saí dali pensativa. Na verdade, saí perplexa. Fiquei observando aquele mar de gente — a maioria de classe média — e senti um nó na garganta. Onde está toda essa energia quando o assunto é o que realmente dói no Brasil? Por que não vemos esse mesmo empenho para cobrar soluções contra a fome, que ainda castiga milhões de nós? Por que não ocupamos as ruas com essa mesma garra para exigir uma saúde pública digna ou uma educação que não abandone nossas crianças pelo caminho? A sensação é de que a política virou um jogo de futebol, esquerda e direita são as torcidas. É o azul contra o vermelho, um embate de slogans onde o propósito real simplesmente se perdeu no barulho. Gritamos frases prontas, levantamos bandeiras e, na segunda-feira, voltamos à nossa indiferença habitual diante da miséria do ...

Os pequenos sóis que a vida coloca no nosso caminho

A vida vira e mexe nos apresenta pessoas que realmente fazem a diferença. Algumas passam rápido, outras ficam uma eternidade, mas todas deixam alguma coisa. Hoje acordei pensando exatamente nisso e senti uma vontade enorme de agradecer por quem cruzou o meu caminho e, com um gesto simples, me ajudou a evoluir. Eu sempre falo sobre gratidão, mas raramente dou nome aos bois ou conto sobre esses guias que aparecem quando a gente mais precisa. Pode ser aquele amigo que oferece o ombro sem julgar, um familiar que traz a palavra certa ou até um desconhecido que estende a mão do nada. Meu trabalho social reforça muito esse sentimento. É lá que encontro as histórias mais bonitas e os corações mais generosos, geralmente vindo de gente que o mundo nem faz questão de ouvir. Essas pessoas me lembram da força que eu tenho e me dão ânimo para seguir em frente. Ando meio sumidinha das redes sociais e esse tempo tem sido um respiro necessário. Tem sido um período de mais silêncio, de aprendizado e de ...